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Press release

“Da Espinouse ao Espinhaço: um diálogo entre Artes, Ciências e Territórios nas fronteiras do Ecúmeno”

 

Como parte da temporada França-Brasil 2025, o Instituto Libertas (França), em parceria com o JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia e a Galeria Albuquerque Contemporânea, em Belo Horizonte, Brasil, lançam um programa de residências cruzadas Artes & Ciências. O programa promove a colaboração entre artistas e pesquisadores franceses e brasileiros, explorando temáticas atuais sobre as relações entre seres humanos e meio ambiente, e criando produções originais que dialogam com as identidades das regiões do Haut-Languedoc (França) e Minas Gerais (Brasil) que acolhem as residências. Com foco em criação, pesquisa e mediação, busca fortalecer o diálogo cultural, valorizar patrimônios naturais e culturais, e promover artistas internacionalmente, oferecendo subsídios, alojamento e espaços de trabalho.

O Instituto Libertas é uma ONG francesa que vem desenvolvendo projetos de cooperação cientifica entre a França e o Brasil desde 2007. O JA.CA. Centro de Arte e Tecnologia e Galeria Albuquerque Contemporânea  uniram forças com o Instituto Libertas para criar um programa de residências cruzadas artisticas e cientificas entre a França e o Brasil, com o objetivo de expandir e fortalecer a influência de artistas brasileiros e franceses no âmbito internacional.

O primeiro ciclo do programa “Da Espinouse ao Espinhaço” (2025-2027) coloca enfase sobre as semelhanças entre o Haut-Languedoc (França) e Minas Gerais (Brasil) onde uma certa familiaridade geológica, biológica e paisagística, com a presença de um rico património natural, cultural, arqueológico, paleontológico e antropológico oferece um imenso potencial de investigação científica e artística. O programa fomenta o diálogo com os territórios, suas paisagens e comunidades, valorizando os patrimônios naturais e culturais de ambos os países. A dicotomia entre a preservação e a exploração dessas riquezas levanta, no Brasil como na França, inumeras questões tanto para a pesquisa artística como científica no que diz respeito ao impacto sobre a paisagem, a biodiversidade e o meio ambiente em geral, bem como sobre as populações locais, nessa era chamada de Antropoceno.

Em 2025, graças ao apoio do Instituto Francês e da Embaixada da França no Brasil, para a temporada França-Brasil, a artista francesa, Emma Charrin, inaugura o programa com uma residência no JA.CA Centro de arte e tecnologia, em Belo Horizonte, seguida por uma exposição na Galeria Albuquerque Contemporânea.